6 chaves para garantir o sucesso do BLW

6 chaves para garantir o sucesso do BLW

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Depois da refeição é comida pra todo lado / Después de la comida hay comida por todos los lados

(versión en español al final del texto)

Quando optamos pelo BLW, sejamos realistas, enfrentamos muitos desafios: a sujeira, o desperdício, o tempo que o bebê demora para comer sozinho, o medo dos possíveis engasgos. Isso pode ser bem desgastante para o cuidador, não há como negar, mas podemos tomar algumas medidas que nos ajudam a não desanimar durante a introdução alimentar do bebê. Acredito que a primeira delas é revermos nossas expectativas. É normal ficarmos ansiosos e nos perguntarmos: “Quando vai começar a comer de verdade? Quando vai parar de jogar comida ou o prato no chão? Quando vai usar os talheres?”

É muito mais fácil se nos desapegamos da ideia de que há uma data certa para cada uma dessas conquista, afinal cada bebê é único e vai aprender no seu tempo, melhor não comparar seu bebê com o da vizinha. Cabe a nós darmos oportunidades para eles experimentarem, sem expectativas de que isso vai acelerar o processo ou garantir que ele vai aprender.

Minha filha começou a usar o garfo sozinha com 10 meses. Antes eu enchia o garfo e ela o agarrava pra levar à boca e com 10 meses começou a pegar o garfo pra tentar encher de comida ela mesma. Claro que falhava e ainda está aprendendo a aprimorar o uso dele, mas se interessou por manipulá-lo sozinha, então sempre lhe ofereço o garfo para que possa treinar. Por outro lado, até hoje (com 13 meses) não consegui usar o prato com ela, dura 2 minutos antes de ir pro chão e acaba me deixando estressada porque tenho que supervisionar muito mais a refeição. Vejo vários bebês que seguem o BLW e usam o prato desde os 6 meses e considero essas mães sortudas. O que me deixa tranquila? Saber que um dia a Nara usará o prato, disso eu tenho certeza. Então prefiro não gerar expectativas, não pensar que está demorando, que o filho da fulana já usa e ela não, que já passou da fase ou algo assim (isso vale para qualquer etapa de desenvolvimento, não é mesmo?). Um dia ela vai se adaptar e vamos descobrir juntas quando será.

Mas focando na ideia do post: Afinal, quais são as chaves para garantir o sucesso do BLW? Com todos esses desafios, você deve estar se perguntando: Será que o BLW se encaixa ao meu perfil?

Quando as três pesquisadoras científicas do BLW Gill Rapley, Sonya Cameron e Amy Brown, foram questionadas sobre as chaves para garantir o sucesso do BLW, elas levantaram os seguintes pontos:

1) Permitir que o bebê esteja no controle da situação sempre. A ideia principal do BLW é dar autonomia ao bebê, permitir que ele coma sozinho. Por mais tentador que seja, especialmente no comecinho, quando ainda está muito desastrado com as habilidades motoras, o ideal é não ajudá-lo. Tente se desapegar de pensamentos: “ah, mas ele está passando fome, me dá pena porque quer agarrar o alimento e não consegue, no fim não come nada”. Agarre-se nestas ideias: ele ainda tem o peito (que até completar 1 ano é o principal alimento), ele está se divertindo, descobrindo sabores, explorando texturas. Com brinquedinhos novos eles também se frustram, faz parte. Ele ainda não sabe que aquilo mata fome, ele ainda não sabe engolir (isso geralmente começa a acontecer ao redor dos 9 meses, mas pode acontecer antes), então é preciso ter paciência (que é o próximo ponto).

2) Ter paciência. Muita paciência! Lembre-se de que o bebê está aprendendo a comer. Ele vai demorar pra agarrar o alimento, vai derrubar, se sujar, se irritar, pedir peito no meio da refeição, pedir pra sair do cadeirão, te deixar sem entender o que ele quer. Reserve tempo para as refeições, não apresse o bebê, respeite seu tempo. Ficar ansioso vai transmitir nervosismo ao bebê, tornando a refeição tensa. Curta o momento, ele tem que ser prazeroso. Essa fase passa rápido e é super bonita, você vai sentir saudades mais pra frente, pode acreditar.

3) Confiar no bebê. Acredite na autorregulação, só o bebê sabe quando, o que e quanto ele precisa comer. O BLW segue a mesma filosofia do aleitamento materno em livre demanda, que é a recomendação atual da OMS. Se o bebê podia escolher quando e quanto mamar durante os primeiros 6 meses, por que teria que ser diferente quando começa com os sólidos? Se antes permitíamos que ele respeitasse os sinais do próprio corpo, no BLW mantemos essa orientação. Siga oferecendo o leite materno em livre demanda e confie que seu bebê estará bem nutrido, mesmo que ele coma “pouco”. Lembre-se que no primeiro ano de vida o leite é o principal provedor de nutrientes, ele não vira água depois que o bebê completa 6 meses, pelo contrário, ele vai ficando cada vez mais calórico, como bem explica Carlos Gonzalez no início desta palestra sobre Introdução Alimentar.

O alimento sólido que é considerado alimento complementar entre os 6 meses e 1 ano. Agarre-se a essa informação e não dê ouvidos a qualquer pessoa que questione isso. Mostre-se segura e informada sobre o método para não ficar vulnerável a palpites alheios.

4) Não se preocupar com a bagunça, sujeira, desperdício ou tempo. Com 6 meses você já deve estar acostumada com a ideia de que com a maternidade não se pode ter controle de tudo. Abstraia, aproveite esse momento e curta ver seu bebê aprender! Te incomoda a sujeira? Coloque um plástico embaixo do cadeirão, forre-o com algum tecido fácil de lavar (ou escolha um fácil de limpar), isso também ajudará a evitar desperdícios. Alimente o bebê só de fralda em dias de calor, use “roupas de guerra”que podem ser manchadas durante as refeições. Entenda que o BLW não é um método rápido (mal sabem os que dizem que seguimos o BLW por preguiça de fazer papinha). Aceitar isso vai te deixar em paz.

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Nara e sua primeira experiência com o espaguete: muita autonomia e sujeira / Nara y su primera experiencia con los espaguetis: mucha autonomía y suciedad

5) Permitir que o bebê participe das refeições em família. Uma das maravilhas do BLW é poder incluir o bebê nas refeições desde o começo, proporcionando sua integração com os demais familiares nesse momento de tanta troca. A família tende a ficar mais atenta aos sinais de saciedade e fome do bebê e essa comunicação mais efetiva reflete positivamente no desenvolvimento da criança. Claro que é importante que toda a família se alimente de comida saudável, assim o bebê pode comer o mesmo que todos desde o princípio, apenas tendo seus pedaços adaptados para que ele possa se virar sozinho. É muito comum os hábitos alimentares da casa mudarem com a introdução alimentar do bebê. Isso foi o que aconteceu aqui em casa, ainda que o marido não tenha se adaptado muito aos novos costumes, eu mudei completamente minha alimentação para melhor.

6) Seguir critérios básicos de segurança:

> oferecer as refeições com o bebê sentado e ereto
> adequar bem a preparação dos alimentos para que não ofereçam perigo de engasgo
> conhecer bem a diferença entre o reflexo gag e o engasgo e como atuar nessas situações
> supervisionar sempre o bebê durante as refeições

Aqui o BLW da Nara está promovendo muitas transformações e desafios para mim. Para além da questão dos hábitos alimentares, que acabei adaptando para ter sempre comida saudável em casa, nunca tive que usar tanto paciência, confiança e empatia. Minha expectativa (como de todas as mães, imagino) é de que minha filha coma bem e coma de tudo. Mas tenho que entender que ela está em fase de introdução, que assimilar e apreciar os sólidos é um processo gradual, que tem dias que ela vai comer e dias que não, que vai demorar para ela saber usar o garfo, o prato, não jogar a comida no chão

Claro que muitos desses pontos podem ser verdadeiros desafios para nós e compartilho com vocês como tem sido minha experiência. O que mais me ajuda é tentar me colocar no lugar da Nara e pensar que ela precisa da minha paciência e compreensão, que ela sabe o que quer, quando quer e faz o que pode para conseguir.

Passa rápido e passa. Em poucas semanas eles aprendem a agarrar melhor os alimentos, passam a ter melhor domínio, ter menos gags, nós reconhecemos melhor os sinais de saciedade do bebê, a sujeira diminui bastante. É um momento lindo de descoberta, dá pra curtir sem botar peso às dificuldades e encará-las como desafios. Afinal a maternidade é isso, um desafio após o outro, não?

E se você acha que um ou mais pontos são muito complicados de enfrentar, talvez o BLW não seja o melhor método de introdução alimentar para você. E tudo bem!!! Existem outras formas de alimentar o bebê que são igualmente respeitosas, em breve pretendo falar sobre a Alimentação ParticipAtiva aqui no blog. Aguarde!

E você, que experiência está tendo com o BLW? Consegue pensar em alguma outra atitude que te ajudou a ter sucesso com o método? Ficou com alguma dúvida em relação a algum ponto? Compartilha com a gente!

6 claves para garantizar el éxito del BLW

Cuando optamos por el BLW, seamos realistas, enfrentamos muchos desafíos: la suciedad, el desperdicio, el tiempo que el bebé tarda en comer solo, el miedo a posibles atragantamientos. Esto puede desgastar mucho el cuidador, no se puede negar, pero podemos tomar algunas medidas que nos ayudan a no desanimarnos durante la introducción alimentaria del bebé. Creo que la primera de ellas es revisar nuestras expectativas. Es normal quedarnos ansiosos y preguntarnos: “¿Cuando empezará a comer de verdad? ¿Cuando dejará de tirar la comida o el plato al suelo? ¿Cuando empezará a usar los cubiertos?”

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Aventura com os talheres / Aventura con los cubiertos

Es mucho más fácil si nos desapegamos de la idea de que hay una fecha determinada para cada una de estas conquistas, al final cada bebé es único y aprenderá a su ritmo, mejor no comparar nuestros bebés con el de la vecina. Depende de nosotros dar oportunidades para que ellos prueben, sin expectativas de que esto acelerará el proceso o garantizará que lo aprenderá.

Mi hija empezó a usar el tenedores con 10 meses. Antes llenaba su tenedor y ella lo agarraba para llevárselo a la boca y con 10 meses empezó a cogerlo para meterse la comida ella sola. Claro que fallaba y todavía está perfeccionando su uso, pero se interesó por manipularlo sola, entonces siempre le ofrezco el tenedor para que pueda practicar. Por otro lado, hasta hoy (tiene 14 meses) no he logrado usar el plato con ella, dura 2 minutos antes de que lo tire al suelo y me estreso más ya que tengo que supervisar mucho más la comida.

Veo a muchos bebés que siguen el BLW y usan el plato divinamente desde los 6 meses y considero a estas madres afortunadas. Que me tranquiliza? Saber que un día Nara usará el plato, de esto estoy segura. Entonces prefiero no generar expectativas, no pensar que está tardando, que el hijo de fulana ya lo usa y ella no, que ya pasó de la fase o algo así (esto vale para cualquier etapa de desarrollo, ¿verdad?). Un día se adaptará y descubriremos juntas cuando será.

Pero centrándome en el tema del post: Al final, ¿cuáles son las llaves para garantizar el éxito del BLW? Con todos estos desafíos, debes estar preguntándote: ¿Encajará el BLW con mi perfil?

Cuando las tres investigadoras científicas del BLW Gill Rapley, Sonya Cameron y Amy Brown, fueron cuestionadas sobre las claves para garantizar el éxito del BLW, plantearon los siguientes puntos:

1) Permitir que el bebé esté en el control de la situación siempre. La idea principal del BLW es dar autonomía al bebé, permitir que coma solo. Por más tentador que sea, sobretodo en el principio, cuando todavía es muy torpe con las habilidades motoras, lo ideal es no ayudarle. Intente desapegarte de pensamientos como: “es que está pasando hambre, me da pena porque quiere coger la fruta y no lo consigue, al final no come nada”. Agárrate a estas ideas: todavía tiene el pecho (que hasta que cumpla 1 año es el principal alimento), se está divirtiendo, descubriendo sabores, explorando texturas. Con juguetitos nuevos también se frustran, es normal. Todavía no sabe que lo que está explorando quita el hambre, todavía no sabe engullir (en general empieza a hacerlo sobre los 9 meses, puede que antes), es necesario tener paciencia (que es el próximo punto).

2) Tener paciencia. ¡Mucha paciencia! Acuérdate que el bebé está aprendiendo a comer. Tardará en agarrar el alimento, lo dejará caer, se irritará, pedirá el pecho durante la comida, pedirá que le saques de la trona, te dejará sin saber que quiere. Reserva tiempo para las comidas, no apresures al bebé, respeta su tiempo. Ponerte ansioso transmitirá nervosismo al bebé, dejando la comida tensa. Disfruta el momento, tiene que ser placentero. Esta fase pasa rápido y es súper bonita, la echarás de menos más adelante, puedes créelo.

3) Confiar en el bebé. Cree en la autorregulación, el bebé sabe mejor que nadie cuando, que y cuanto necesita comer. El BLW sigue la misma filosofía de la lactancia materna en libre demanda, que es la recomendación actual de la OMS. Si el bebé podía elegir cuando y cuanto mamar durante los primeros 6 meses, por qué tendría que ser diferente cuando empieza con los sólidos? Si antes permitíamos que escuchase de su propio cuerpo, en el BLW mantenemos esta orientación. Sigue ofreciéndole la leche materna en libre demanda y confía que tu bebé estará bien nutrido, aunque coma “poco”. Acuérdate que en el primer año de vida la leche es la principal fuente de nutrientes, no se transforma en agua después que el bebé cumple 6 meses, más bien al contrario, se torna cada vez más calórica, como bien explica Carlos González en el principio de esta charla sobre Introducción Alimentaria

El alimento sólido que es considerado alimento complementario entre los 6 meses y 1 año, en esta fase el bebé está formando su paladar. Agárrate a esta información y no prestes oídos a lo que dice la gente que te cuestiona. Muéstrate segura e informada sobre el método para no quedar vulnerable a opiniones ajenas.

4) No preocuparse con el desorden, la suciedad, el desperdicio o el tiempo. Con 6 meses debes estar acostumbrada con la idea de que en la maternidad no se puede controlar todo. Abstrae, aprovecha este momento y desfruta de ver a tu bebé aprender. Te molesta la suciedad? Pon un plástico por debajo de la trona, fórralo con alguna tela fácil de lavar (o elige una fácil de limpiar), esto también te ayudará a evitar desperdicios. Alimenta al bebé solo en pañales en días de calor, usa “ropas de guerra” que se pueden manchar durante las comidas. Comprende que el BLW no es un método rápido (no tiene ni idea los que dicen que seguimos el BLW por pereza de hacer papillas). Aceptar esto te dejará en paz.

 

BLW 6 meses Nara 6 meses.
Nara muito feliz provando o figo aos 6 meses / Nara muy contenta probando el higo a los 6 meses

5) Permitir que el bebé participe de las comidas en familia. Una de las maravillas del BLW es poder incluir al bebé en las comidas desde el principio, proporcionando su integración con los demás familiares en este momento de tanto intercambio. La familia tiende a quedar más atenta a sus señales de saciedad y hambre y esta comunicación más efectiva se refleja positivamente en su desarrollo. Claro que es importante que toda la familia se alimente de comida sana, así el bebé puede comer lo mismo que todos desde el principio, solamente teniendo sus trozos adaptados para que pueda manejarse suelo.

6) Seguir criterios básicos de seguridad:

> ofrecer las comidas con el bebé sentado y recto

> adecuar bien la preparación de los alimentos para que no ofrezcan peligro de atragantamiento

> conocer bien la diferencia entre la arcada y el atragantamiento y como actuar en estas situaciones

> supervisar siempre al bebé durante las comidas

Aquí el BLW de Nara está promoviendo muchas transformaciones y desafíos para mí. Además de los hábitos alimentarios, que adapté para tener siempre comida sana en mi casa, nunca he tenido que usar tanto paciencia, confianza y empatía. Mi expectativa (como la de todas las madres, supongo) es de que mi hija coma bien y de todo. Pero tengo que comprender que está en fase de introducción, que asimilar y apreciar los sólidos es un proceso gradual, que hay días que comerá y días que no, que tardará en usar el tenedor, el plato, en no tirar la comida al suelo.

Claro que muchos de estos puntos pueden ser verdaderos desafíos para nosotros y comparto con vosotros lo que está siendo mi experiencia. Lo que más me ayuda es intentar ponerme en su lugar y pensar que necesita mi paciencia y comprensión, que sabe lo que quiere y hace lo que puede para conseguirlo.

Pasa rápido y pasa. En pocas semanas aprenden a agarrar mejor los alimentos, pasan a tener mejor dominio, menos arcadas, reconocemos mejor sus señales de saciedad, la suciedad disminuye bastante. Es un momento lindo de descubrimiento, se puede disfrutarlo sin poner peso en las dificultades y verlas como retos. Al final, la maternidad es esto, un reto seguido de otro, ¿verdad?

Y si crees que uno o más puntos son demasiado complicados de enfrentar, quizás el BLW no es para ti. ¡Y no pasa nada!!! Existen otras formas de alimentar al bebé que son igualmente respetosas, en breve quiero hablar en el blog sobre Alimentación ParticipActiva. ¡Mantente alerta para futuros posts!

¿Y tú, que experiencia tienes con el BLW? ¿Consigues pensar en otra actitud que te ha ayudado a tener éxito con el método? ¿Te has quedado con alguna duda en relación a algún punto? ¡Comparte con nosotros!

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